By: Eden Cardim- 6/6/2011
Em: editorial, Geral - Comentários: 0 - Leituras: 251
Depois de passar alguns anos protelando minha atividade no blog por conta da adoção debike-shedding e yak-shaving como principais esportes, finalmente estou postando no blog de novo. A motivação veio de uma combinação inusitada de um typo numa conversa via IRC e as memórias de um outro esporte, da minha juventude como habitante da zona rural baiana: babá vs “baba”.
Pra quem não sabe, “baba” é o léxico baiano prum esporte conhecido em outros lugares do Brasil como “pelada”, “racha” ou “rachão”, uma espécie de fusão entre biatlo e futebol. As regras são simples: reunem-se alguns conhecidos, e como era de se esperar, acontece em dois tempos. No primeiro tempo, todo mundo corre atrás de um objeto esferóide qualquer até o último atleta cair de exaustão. No segundo tempo, bebe-se cerveja até que novamente, caia o último atleta. No próximo final de semana, está todo mundo lá pra repetir a dose, quem já praticou o esporte, sabe o quanto é divertido. Eu nunca experimentei, mas dizem que inverter a ordem em que são jogados os tempos é mais divertido ainda.
Por outro lado, “babá” é um termo que todo mundo conhece. É aquela pessoa que esquenta mamadeiras, troca as fraldas e passa talquinho na bunda de bebês chorões. É dessa palavra que vem um outro termo composto: o estado-babá, que é a mesma coisa, mas escalado pra alguns milhões de mimadinhos a mais. É baseado em ter uma estrutura governamental centralizadora e protecionista permanentemente. Os cidadãos se acostumam tanto com a estrutura que não conseguem mais viver sem ela. No Brasil, por exemplo, é de praxe reclamar do estado a esmo e gratuitamente, sempre ressaltando o óbvio. “O sistema de educação pública é uma merda”. “A saúde pública é lastimável”. “Os estadistas são todos corruptos”. “Tinha que ter mais fiscalização”. “buáaaaaaaa”. Ok, tudo bem que tem muita coisa pra melhorar, e todo mundo tem direito de reclamar. Porém, reclamar sem oferecer uma contrapartida não é muito produtivo e é típico do comportamento de um recém-nascido. Manter um serviço hospitalar para tratar 195 milhões de pacientes em potencial não é uma tarefa trivial, esse sim requer um gênio pra funcionar. É por isso que as iniciativas privadas sequer oferecem o serviço similar, no máximo, um plano de saúde (que faz de tudo pra tentar não te atender).
A abordagem do “baba” geralmente funciona melhor do que o da “babá”. É assim que o Brasil, com incentivos relativamente mínimos1, se mantém na elite do futebol profissional mundial. No “baba”, sempre tem algumas figuras notáveis, de uma forma ou de outra são análogos aos papéis que temos numa comunidade de software livre:

http://haskell.org/haskellwiki/BayHac2011

http://blogdosquarentoes.blogspot.com/2011/02/futebol-domingo-na-ufra.html
É assim que funciona uma comunidade de software livre, a sinergia é natural, essas figuras, ocupam naturalmente o seu papel, e no final das contas, todo mundo fica feliz e produtivo ao mesmo tempo. As “peladas” espalhadas e descentralizadas por aí acabam sinergizando involuntariamente para formar uma seleção de jogadores bastante competente e competitiva. Sempre tem aquele cara que fica de fora do jogo por algum motivo qualquer, e depois reclama “que ninguém chamou”, mas quem realmente está disposto a jogar, sempre aparece no campo vestindo a chuteira. Dentro de comunidades onde todos são voluntários e a quantidade de recursos é escassa, é inevitavel que de uma forma ou outra, essa estrutura tome forma, e saber lidar com cada papel é fundamental, porque todos eles são necessários.
1 Compare o investimento em “saúde” e “desporto e lazer”http://www.paraondefoiomeudinheiro.com.br/node/2010/1532602http://www.paraondefoiomeudinheiro.com.br/node/2010/1448396
2 O cara que nunca lê FAQ, manuais e sempre faz pergunta na mailing list sem procurar no google antes.
By: Eduardo Almeida- 26/8/2010
Em: Server side, Geral - Comentários: 0 - Leituras: 779
Após fazer um estudo sobre PHP, JSP e .Net e debater bastante em importantes fóruns brasileiros de programação, resolvi escrever esse post pra dar uma cutucada na onça com vara bem curta, aliás, resolvi jogar pérolas na onça ... auhAHUauh .. já já vão saber de onde saiu a pérola.
Pois bem, após uma década de desenvolvimento web em ambiente ASP usando Basic, de tanto ouvir por ai programadores criticando o VBscript por suas limitações resolvi me aprofundar em outras linguagens e escolhi algumas (JSP, PHP, .NET e Python, inicialmente), para dentre elas, escolher meu novo dialeto principal de trabalho.
Como critério, procurei sempre informações prós e contras de cada ambiente e linguagem. Levei em consideração portabilidade, escalabilidade, custo, eficiencia, facilidade, tempo de desenvolvimento, "originalidade", acervo de estudo, estrutura necessária, dentre outros.
No primeiro fórum de Pyhton que eu entrei, me deparei com dezenas de programadores de Java recém chegados no mundo python, "metendo o pau" no Java e nos gerentes de projetos que escolhem o Java até para aplicativos pequenos, com toda sua complexidade, o que poderia ser feito de forma simples e rápida com PHP e até mesmo VBScript, logo ficou claro, que o destaque que Java tem no mercado, deve-se a cultura vinda ainda da faculdade e do "Modismo", "eu programo em Java", e que na realidade, serve mais pra tirar vantagem no mundo real do que no mundo computacional.
Outra coisa interessante, Python, nasceu do Perl, assim como ruby. E ainda, só pra cutucar um pouco mais os Java Lovers, me dizem ai, cadê a herança múltipla do Java? já que gostam tanto de colocar Java no pedestal, ja falo logo, gambiarra, nao entra no céu, para a herança multipla no Java acontecer, só com gambiarra, o criador da Smaltalk que o diga.
Python se demonstrou uma linguagem bastante poderosa e fexível. Com custo baixo de implantação e estrutura. Possui ótimo suporte a OO e um repositório interessante.
No Brasil, não se encontra profissionais em grande quantidade com qualidades como versatilidade e experiência (não para web). Possui uma lista e comunidade ativa. Python é open source.
Bom, .Net, nem vou entrar no mérito, to fugindo de tecnologia proprietária com controle prontos que originam aplicativos de programadores diferentes praticamente iguais, graças ao conceito do tio Bill, "não reinventais a roda", que nao passa de uma grande jogada de marketing para pegar programadores web advindos de plataformas desktops que nao querem quebrar muito cabeça estudando essa nova plataforma.
Porque eu digo, programar para web, não tem nada ver com desktop, e o .Net, "cobre" de certa forma esse estudo que deveria ser feito antes de começar a produzir aplicativos web, não é atoa que to cansado de ver "puta" aplicativos, caríssimos, ban ban ban da cocada preta, e igualmente lentos, lerdos e FEIOS.
Na web, a camada cliente é feita em javascript e HTML, bem diferente dos win forms que o pessoal tava acostumado do Visual Basic, ou ate mesmo delphi e ainda muitas vezes não há preocupação de como isso irá se comportar no cliente que ta acesando remotamente, já que estão acostumados em fazer aplicativo para executar na rede local, a 100 ou ate mesmo 1000 MB.
Dai, entrando no mundo PHP, achei muito interesante, open source, mas tb com suas limitacoes. Nova, projetada somente para web e com OO ainda sendo aprimorado, e estudando um pouco mais, eis que me vem a pérola, PHP, apesar de sua semelhanca com C, C , nasceu do PERL (pérola, em inglês).
Nos próximos Posts, vou contar como vêm sendo a experiencia com PERL, e ai sim, vou entrar no mérito do .NET.
Até o próximo pessoal ...
By: Eduardo Almeida- 26/8/2010
Em: editorial, Geral - Comentários: 0 - Leituras: 962
Hoje, qualquer pessoa envolvida com a prática ilícita - usuário de programa "pirata", comerciante ilegal ou cúmplice na pirataria corporativa - está sujeita a punições que variam de seis meses a dois anos de detenção, além do pagamento de indenização milionária aos produtores do software.
De acordo com a lei brasileira, cabe ao empresário responder por qualquer irregularidade que ocorra na companhia, inclusive as praticadas por funcionários.
A reprodução ilegal de software para uso interno, sem as respectivas licenças de uso (pirataria corporativa), é uma das mais comuns. Esta prática, dentro das empresas, é responsável por mais da metade das perdas sofridas pela indústria mundial de software.
Infelizmente, ainda são poucas as empresas que adotam uma postura preventiva. A maioria faz vistas grossas e é, justamente aí, que mora o perigo, são constantes as ações de busca e apreensão de software irregular em todo o país, com prisões em flagrante e abertura de processos civis e criminais.
O preço pelo desrespeito aos direitos autorais, portanto, é muito alto. Danos irreversíveis à imagem pessoal, profissional ou empresarial são apenas alguns exemplos do que acontece àqueles que se julgam "espertos", acreditam em impunidade e preferem pagar para ver.
Retirado de: Associção Brasileira de Empresas de Software
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